Uma conhecida chegou na casa do vizinho e perguntou-lhe:
- Por um acaso sabe onde vendem guinomos?
Guinomos?
Passou-se um filme de idéias na cabeça de todos... Para quê uma pessoa que não tem jardim iria querer guinomos? para decorar a sala talvez?
Ou acreditaria ela que esses serezinhos tão peculiares realmente existem?
- A senhora quer guinomo? O garoto repetiu olhando desconfiado para o pai que também tentava compreender.
- Guinomo pra decorar a casa é o que a senhora quer? Indagou o pai.
- Não... quero aquela coisa pra lutar...
Aquela coisa pra lutar... e mais uma vez aflora-se a imaginação.
Seria isso um guinomo lutador? Algo para espantar passarinhos, ou qualquer animalzinho que quisesse ficar em sua hortazinha no fundo do quintal?
- Hã?
- Aquela roupa que usa pra lutar!
- Aah sim! Um Kimono! Não, não sei onde vende senhora.
E tendo entendido o desejo de sua vizinha, o garoto expressou suas suposições quanto aos lugares onde poderia encontrar Kimonos paraa comprar.
terça-feira, 2 de março de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Era um abacate verde???
Meu primeiro emprego com carteira assinada, foi aos dezoito anos... num supermercado, onde eu trabalhava no caixa.
Apesar de ser um trabalho estressante, que exige atenção e cuidado com trocos e valores, era divertido fazer amizades com fregueses e passar o dia tentando acertar a feira.
Acertar a feira?
Sim, isso mesmo.
Bom, todo supermercado tem feira, e não era diferente naquele.
A questão é que nunca fui boa em distinguir os diversos legumes, frutas e verduras, um dos outros... me parecem tão iguais.
O fato é que em sua maioria, as compras incluiam vegetais, e eu, na tentativa de evitar uma gafe sempre perguntava ao freguês: - O que é isso?
E obtinha sempre uma resposta com risinhos ou um pouco desconfiada, de alguém que tinha dúvidas se realmente eu falava sério: - Isso é couve.
Só sei reconhecer uma couve se ela estiver embalada e com um nome bem grande.Qual o problema?
Eu não tenho culpa se essas coisinhas verdes são todas iguais, se cada verdura tivesse uma cor diferente seria bem mais fácil...
Quem nunca confundiu rucula com agrião?
ou alface com repolho?
Eu confundi... e arranquei boas risadas da freguesa que me olhava com ternura quando passei um repolho como alface ( o que eu não vi graça alguma).
Passando para os legumes, são também algo muito intrigante... Por que é que o jiló tinha que ser a cara de um limão?
E não tente me convencer do contrário. São sim, idênticos os dois! É preciso uma avaliação muito detalhista para se perceber aquelas " ondinhas" que o jiló apresenta, e que normalmente o diferencia de um limão.
(deixando claro que em fotos, eles são muito mais destinguiveis que dentro de saquinhos plásticos).
Os legumes tem a capacidade de se confundir com frutas( ou vice-versa), e as frutas tem a incrível capacidade de se misturar entre si.
Sim, sim, sim... Vão me dizer que uma goiaba não é igualzinha a uma pera?
É sim! Quando passei uma goiaba como pera não sabia que feição tinha uma goiaba fechada, só a conhecia aberta, teria percebido que não era uma pera se o freguês a tivesse aberto antes de passá-la por mim.

Mas, de todas as minhas confusões, a mais hilária, foi quando, quase no final do turno, um moço passou por meu caixa com algo duro e verde, e grande... claro que era um coco. Naquele instante me deu um "branco" e tive que perguntar o código do coco à menina do caixa ao lado.
Levantei a coisa ( o supermercado cheio, e uma longa fila seguia-se atras do dono do coco), e perguntei: - Ioiô, qual o código do coco?
Ela me olhou com tal espanto que, por um momento pensei tê-la ofendido, até que rindo de chorar( literalmente), ela me alertou :- Juh! Isso é um abacate!!!
Abacate? O comprador mal conseguia falar de tanto dar risada, mas concordava com minha colega :- Abacate moça! Isso é um abacate!
Como pode???
Abacate com "cara" de coco! E todo mundo rindo de mim!
Como eu podia imaginar que o abacate estava verde, e por isso parecia um coco?
Querer demais de uma adolescente exausta!
No fim das contas até eu dei risada, não que tivesse me convencido de que era um absurdo confundir um abacate com coco, mas, simplesmente pelo fato de que virei piada naquela noite...rsrs
Fazer o que né...
Hoje em dia, melhorei muito pra fazer a feira, mas, continuo a jurar, pra quem quiser ouvir, que aquele abacate... hmmm... era igualzinho a um coco verde!
(LEMBRANDO MAIS UMA VEZ QUE, FOTOS DEIXAM VISÍVEIS AS DIFERENÇAS ENTRE OS VEGETAIS, AO CONTRÁRIO DE QUANDO SÃO VISTOS A OLHO NÚ)

Apesar de ser um trabalho estressante, que exige atenção e cuidado com trocos e valores, era divertido fazer amizades com fregueses e passar o dia tentando acertar a feira.
Acertar a feira?
Sim, isso mesmo.
Bom, todo supermercado tem feira, e não era diferente naquele.
A questão é que nunca fui boa em distinguir os diversos legumes, frutas e verduras, um dos outros... me parecem tão iguais.
O fato é que em sua maioria, as compras incluiam vegetais, e eu, na tentativa de evitar uma gafe sempre perguntava ao freguês: - O que é isso?
E obtinha sempre uma resposta com risinhos ou um pouco desconfiada, de alguém que tinha dúvidas se realmente eu falava sério: - Isso é couve.
Só sei reconhecer uma couve se ela estiver embalada e com um nome bem grande.Qual o problema?
Eu não tenho culpa se essas coisinhas verdes são todas iguais, se cada verdura tivesse uma cor diferente seria bem mais fácil...
Quem nunca confundiu rucula com agrião?

ou alface com repolho?Eu confundi... e arranquei boas risadas da freguesa que me olhava com ternura quando passei um repolho como alface ( o que eu não vi graça alguma).
Passando para os legumes, são também algo muito intrigante... Por que é que o jiló tinha que ser a cara de um limão?
E não tente me convencer do contrário. São sim, idênticos os dois! É preciso uma avaliação muito detalhista para se perceber aquelas " ondinhas" que o jiló apresenta, e que normalmente o diferencia de um limão.

(deixando claro que em fotos, eles são muito mais destinguiveis que dentro de saquinhos plásticos).Os legumes tem a capacidade de se confundir com frutas( ou vice-versa), e as frutas tem a incrível capacidade de se misturar entre si.
Sim, sim, sim... Vão me dizer que uma goiaba não é igualzinha a uma pera?
É sim! Quando passei uma goiaba como pera não sabia que feição tinha uma goiaba fechada, só a conhecia aberta, teria percebido que não era uma pera se o freguês a tivesse aberto antes de passá-la por mim.

Mas, de todas as minhas confusões, a mais hilária, foi quando, quase no final do turno, um moço passou por meu caixa com algo duro e verde, e grande... claro que era um coco. Naquele instante me deu um "branco" e tive que perguntar o código do coco à menina do caixa ao lado.
Levantei a coisa ( o supermercado cheio, e uma longa fila seguia-se atras do dono do coco), e perguntei: - Ioiô, qual o código do coco?
Ela me olhou com tal espanto que, por um momento pensei tê-la ofendido, até que rindo de chorar( literalmente), ela me alertou :- Juh! Isso é um abacate!!!
Abacate? O comprador mal conseguia falar de tanto dar risada, mas concordava com minha colega :- Abacate moça! Isso é um abacate!
Como pode???
Abacate com "cara" de coco! E todo mundo rindo de mim!
Como eu podia imaginar que o abacate estava verde, e por isso parecia um coco?
Querer demais de uma adolescente exausta!
No fim das contas até eu dei risada, não que tivesse me convencido de que era um absurdo confundir um abacate com coco, mas, simplesmente pelo fato de que virei piada naquela noite...rsrs
Fazer o que né...
Hoje em dia, melhorei muito pra fazer a feira, mas, continuo a jurar, pra quem quiser ouvir, que aquele abacate... hmmm... era igualzinho a um coco verde!
(LEMBRANDO MAIS UMA VEZ QUE, FOTOS DEIXAM VISÍVEIS AS DIFERENÇAS ENTRE OS VEGETAIS, AO CONTRÁRIO DE QUANDO SÃO VISTOS A OLHO NÚ)
sábado, 5 de dezembro de 2009
O cãozinho tosado
Era uma vez, um lindo cãozinho, já idoso, cansado, com catarata, artrose e alguns outros probleminhas gerados ao longo de seus quatorze anos de vida.
Spike ( nome escolhido com certeza devido à semelhança entre ele e o lindo cachorrinho de Tom e Jerry), era um cãozinho dócil, mestiço de pequinês com alguma raça não identificada, e vivia numa casa situada em uma cidadezinha do sul de Minas Gerais.
Era muito amado pela família que o criara, porém, com a vida agitada que seus donos levavam e com seu temperamento um pouco imprevisível ( avançava quando tomava banho) estava já ha algum tempo sem ter seus pelos escovados, o que fez com que ficassem duros e cheios de nó.
Um dia, vendo seu querido bichinho amuado, mudo, sem fome, desdentado, meio cego, com dificuldades para se locomover e com o pelo mal cuidado, sua dona resolveu fazer algo por ele.
Tosar o cão! Assim, com a auto-estima revigorada ele ganharia mais forças para seguir com sua vidinha pacata.
Com a tesoura em mãos e muitos elogios ao velhinho ( para convencê-lo a não morder por causa de tesoura) a tosa começou.
Corta daqui, corta de lá, corta daqui, corta de lá, repara daqui, repara de lá, e algumas horas depois...
Pronto! O novo visual de Spike, que havia sido artisticamente tosado!
Só restava definir o que era aquela coisinha que desfilava seu novo corte de pelo... Seria uma ratazana? Ou um filhote de cruz-credo?
O cachorrinho realmente se sentiu revigorado, apresentou menor dificuldade de sair do lugar e soltou vários latidos desde então, e viveu feliz para sempre!
Viveu feliz até hoje, graças ao fato de que cães não se olham no espelho!!!
Spike ( nome escolhido com certeza devido à semelhança entre ele e o lindo cachorrinho de Tom e Jerry), era um cãozinho dócil, mestiço de pequinês com alguma raça não identificada, e vivia numa casa situada em uma cidadezinha do sul de Minas Gerais.
Era muito amado pela família que o criara, porém, com a vida agitada que seus donos levavam e com seu temperamento um pouco imprevisível ( avançava quando tomava banho) estava já ha algum tempo sem ter seus pelos escovados, o que fez com que ficassem duros e cheios de nó.
Um dia, vendo seu querido bichinho amuado, mudo, sem fome, desdentado, meio cego, com dificuldades para se locomover e com o pelo mal cuidado, sua dona resolveu fazer algo por ele.
Tosar o cão! Assim, com a auto-estima revigorada ele ganharia mais forças para seguir com sua vidinha pacata.
Com a tesoura em mãos e muitos elogios ao velhinho ( para convencê-lo a não morder por causa de tesoura) a tosa começou.
Corta daqui, corta de lá, corta daqui, corta de lá, repara daqui, repara de lá, e algumas horas depois...
Pronto! O novo visual de Spike, que havia sido artisticamente tosado!
Só restava definir o que era aquela coisinha que desfilava seu novo corte de pelo... Seria uma ratazana? Ou um filhote de cruz-credo?
O cachorrinho realmente se sentiu revigorado, apresentou menor dificuldade de sair do lugar e soltou vários latidos desde então, e viveu feliz para sempre!
Viveu feliz até hoje, graças ao fato de que cães não se olham no espelho!!!
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Ahhh! Coitadinho!...
Outro dia, aliás, outra noite, minha mãe e eu estavamos voltando do supermercado, conversando tranquilas, passeando...
A rua estava cheia devido ao calor, que, quando não causa chuvas, obriga os moradores a sairem de suas residências para melhor poder respirar. Enfim, a conversa seguia naturalmente quando ao passarmos pelo calçadão reparei um olhar tristonho aparecer no rosto de minha mãe, e , em seguida a observei olhar penosa para o chão dizendo:
- Ahhh! Coitadinho!... - disse ela por duas vezes seguidas.
Um casal que caminhava no sentido contrário, também olhava tentando entender o que havia causado tristeza naquela senhora.
Curiosa, ao ver o espanto do casal, olhei para o chão, várias vezes, e, confesso, por mais idéias que tenham passado em minha mente naquele instante, nada fazia sentido.
Estaria ela desapontada ao ver um ato de desperdício? Ou estaria mesmo pensando na dor que a MANGA jogada no chão teria sentido ao ser brutalmente atacada por dentes ferozes que chuparam dela apenas uma parte?
Alguns segundos se passaram até que o mistério foi esclarecido. Com uma grande gargalhada, de quem havia feito algo hilário, ela se explicou:
- Achei que fosse um passarinho, e é uma MANGA!!!
Caimos, as duas, na risada após a explicação.
Confundir manga chupada com passarinho morto?
Seguimos para casa, e a manga ficou abandonada onde estava, mas a história que a envolvia nos acompanhou, e ha quem ainda ache graça quando a contamos.
Abençoados sejam seus olhos mamãe, para que não enxergue em seu cãozinho artisticamente tosado uma ratazana indesejável !
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Segunda-feira
Bom, na verdade já não é mais segunda-feira, tendo em vista que já passou da meia- noite, porém, costumamos considerar outro dia apenas após o raiar do sol, como ainda está escuro e nem ao menos fui dormir, posso considerar-me ainda numa segunda-feira.
E é sobre a dolorosa segunda-feira que quero falar...
Fui para o trabalho de manhã, cochilando pela rua, analisando a situação da fama dos brasileiros, claro, todos sabemos que temos fama de preguiçosos.
... "Nós, preguiçosos...? Por que? Só porque acordamos na segunda-feira rezando para que a sexta-feira chegue logo?
Só porque vivemos em função dos finais de semana, e reclamamos o tempo todo de canseira?
Bem, tudo questão de lógica...
Nós assalariados trabalhamos em média 6 dias por semana, e descansamos 1, em média 48 horas de trabalho para 24 de descanso.
Quem foi que decidiu que 24 horas em casa, com as preocupações e afazeres domésticos são suficientes para esvair todo o estresse e toda a pressão sofridos durante a semana?
Por mais que fiquemos as 24 horas dormindo, ainda sobram mais 24 horas de cansaço que serão somadas às seguinte 48 horas que ao fim da semana serão 72 horas!
Quem disse que brasileiro é preguiçoso?
Brasileiro é sensível, e vive cansado, graças à nossa digníssima estrutura capitalista que só faz aumentar nossa carga horária."
Aiai... amanhã é terça-feira...hummm... logo logo chega o final de semana!!!
E é sobre a dolorosa segunda-feira que quero falar...
Fui para o trabalho de manhã, cochilando pela rua, analisando a situação da fama dos brasileiros, claro, todos sabemos que temos fama de preguiçosos.
... "Nós, preguiçosos...? Por que? Só porque acordamos na segunda-feira rezando para que a sexta-feira chegue logo?
Só porque vivemos em função dos finais de semana, e reclamamos o tempo todo de canseira?
Bem, tudo questão de lógica...
Nós assalariados trabalhamos em média 6 dias por semana, e descansamos 1, em média 48 horas de trabalho para 24 de descanso.
Quem foi que decidiu que 24 horas em casa, com as preocupações e afazeres domésticos são suficientes para esvair todo o estresse e toda a pressão sofridos durante a semana?
Por mais que fiquemos as 24 horas dormindo, ainda sobram mais 24 horas de cansaço que serão somadas às seguinte 48 horas que ao fim da semana serão 72 horas!
Quem disse que brasileiro é preguiçoso?
Brasileiro é sensível, e vive cansado, graças à nossa digníssima estrutura capitalista que só faz aumentar nossa carga horária."
Aiai... amanhã é terça-feira...hummm... logo logo chega o final de semana!!!

Sem endereço pro blog
É bom começar explicando o porque de um nome tão "bonito" para o blog.
Na verdade, ele deveria se chamar DA BOCA PRA FORA, assim como o outro que eu tinha, porém estava difícil encontrar um endereço decente com esse nome, graças à criatividade dos meus muitos semelhantes que criaram blogs chamados assim.
Depois de muito pensar, muita indecisão, e tentar inúmeros endereços um tanto quanto esquisitos, optei por esse, que, não tem nada de criativo, mas ao menos se encontrava disponível e me pareceu prático.
Um nome sugestivo, claro, blog sem endereço não pode ser encontrado,
de maneira que poderei escrever minhas bobagens ( assim como essa), sem que os leitores se decepcionem com minhas idéias ( na verdade, minha falta de idéias).
Enfim, você que conseguiu encontrá-lo e não tem nada de útil para fazer:
SEJA BEM VINDO!
Na verdade, ele deveria se chamar DA BOCA PRA FORA, assim como o outro que eu tinha, porém estava difícil encontrar um endereço decente com esse nome, graças à criatividade dos meus muitos semelhantes que criaram blogs chamados assim.
Depois de muito pensar, muita indecisão, e tentar inúmeros endereços um tanto quanto esquisitos, optei por esse, que, não tem nada de criativo, mas ao menos se encontrava disponível e me pareceu prático.
Um nome sugestivo, claro, blog sem endereço não pode ser encontrado,
de maneira que poderei escrever minhas bobagens ( assim como essa), sem que os leitores se decepcionem com minhas idéias ( na verdade, minha falta de idéias).Enfim, você que conseguiu encontrá-lo e não tem nada de útil para fazer:
SEJA BEM VINDO!
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